Notícias

Mais home office depois da pandemia

access_time 02 de Maio de 2021 • 22:43

Teletrabalho trouxe desafios e também muitos benefícios para empresas públicas e privadas

O regime de trabalho home office, ou teletrabalho, adotado por grandes empresas, públicas e privadas, devido a pandemia do novo coronavírus, ainda poderá significar uma grande evolução das relações de trabalho.

 

Há uma forte tendência em todo o mundo da permanência do teletrabalho, mesmo com a previsão de volta à normalidade em um futuro próximo (com a vacinação). Isso depois de o sistema ser colocado à prova e provar sua eficiência.

 

Aqui no Brasil, dois estudos atestam isso: um da FGV e outro da Fundação Dom Cabral (FDC) em parecia com a Grant Thornton.

 

A pesquisa da FGV (feita ainda em 2020) apontou que 30% das empresas pretendem adotar o home office após a crise do novo coronavírus e indica que as empresas brasileiras devem fazer pelo menos um dia de home office por semana.

 

Em um segundo estudo, da Fundação Dom Cabral (FDC) com o apoio da Grant Thornton Brasil, ficou constatado que 38% dos entrevistados têm em casa a mesma produtividade que tinham no escritório e 31% das pessoas são mais produtivas em home office. Foram ouvidos 705 profissionais de 18 estados brasileiros.

 

O levantamento ainda revela que 54% dos profissionais têm intenção de pedir aos chefes para continuar com o trabalho remoto depois da pandemia, mesmo sentindo falta da interação presencial dos escritório..

 

A empresa Vale é um bom exemplo dessa mudança. A companhia decidiu que assim que a pandemia permitir, vai migrar para um ambiente de trabalho híbrido. O novo sistema será mais flexível e combinará trabalho remoto e hubs de coração e desenvolvimento.

 

De acordo com a Vale, dentre os pontos positivos que embasaram a decisão estão:

-pessoas e líderes mais flexíveis

- comunicação mais regular e transparente

- maior foco de todos nas questões de bem-estar

- uma forma de trabalhar mais ágil e dinâmica

- uma liderança ainda mais próxima.

 

Por outro lado, os empregados da companhia apontaram desafios, como:

- dificuldade de manter o foco no trabalho

- falta do acesso mais informal que acontecia no escritório

- aumento do número de reuniões virtuais, que geram o chamado cansaço virtual.

 

No setor público, a Eletrobras tem cerca de 50% dos empregados em home office e admite que esse sistema ampliou seu espaço no mundo do trabalho, embora reconheça que há uma série de precauções para sua efetiva implantação em um contexto pós-pandemia.

 

Os pontos positivos destacados pela Eletrobrás em relação ao teletrabalho foram:

- continuidade das atividades laborais com produtividade;

- qualidade e não interrupções dos serviços;

- redução de custos com viagens a serviço e para treinamentos, com uso intensivo de recursos de videoconferência;

- integração ágil e sinérgica dos profissionais e empresas;

 

Em contrapartida, aponta negativamente os seguintes fatores:

- perda da convivência diária e interação entre os profissionais da equipe;

- possíveis dificuldades com equipamentos, infraestrutura e qualidade do ambiente de trabalho doméstico;

- perda para os estagiários e jovens aprendizes em relação às experiências de convivência no ambiente laboral.

 

A pesquisa “Retorno seguro ao trabalho presencial”, realizada pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em parceria com o Banco Mundial e o Ministério da Economia, entre agosto e setembro de 2020, também apontou a preferência pelo home office por parte de 44,5% dos servidores públicos brasileiros, isso de forma integral e por tempo indeterminado após a volta das atividades presencias.

 

Segundo a pesquisa, 57,4% dos servidores preferem retornar às atividades de forma escalonada (em turnos alternados ou dias presenciais decididos pelo órgão). Só 4,8% deles querem que todos os funcionários retornem ao local de trabalho ao mesmo tempo.

 

Todas essas mudanças estão acontecendo e poderão dar uma nova configuração ao sistema trabalhista no Brasil e no mundo. Tais mudanças exigem atenção e legislação própria para definir as melhores condições para empregados e empregadores.




Cookies:Guardamos estatísticas de visitas para melhorar sua experiência de navegação, saiba mais em nossa política de privacidade. Entendi e Fechar Politica de privacidade

chat