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Mais da metade das empresas que fecharam as portas não vão reabrir após fim da pandemia

access_time 21 de Julho de 2020 • 11:57

Uma em cada quatro estavam com atividade encerrada, temporaria ou definitivamente, por causa da crise do coronavírus, diz IBGE

 

Quase metade das empresas que estavam fechadas na primeira quinzena de junho não vão reabrir. É o que mostra a pesquisa do IBGE divulgada nesta quinta-feira (16/07). Um total de 1,3 milhão de empresas estavam com atividades encerradas nesse período, temporária ou definitivamente. Dessas, 716 mil não voltarão à ativa.

 

Os dados fazem parte da primeira edição da pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas empresas. O levantamento revelou também que cerca de um terço das companhias brasileiras demitiu funcionários e só 12,7% tiveram acesso ao crédito emergencial para pagar salário dos empregados desde o início da pandemia.

 

De acordo com o IBGE, na primeira quinzena de junho havia cerca de 4 milhões de empresas ativas no país. Destas, 2,7 milhões (67,4%) estavam em funcionamento total ou parcial, enquanto 610,3 mil (15,0%) estavam fechadas temporariamente. Já cerca de 716,4 mil (17,6%) encerraram suas atividades em definitivo.

 

Entre as empresas que não voltarão a abrir as portas, 99,8% (ou 715,1 mil) eram de pequeno porte. Apenas 0,2% (1,2 mil) eram consideradas intermediárias e nenhuma era de grande porte, disse o instituto.

 

O IBGE também se debruçou sobre as razões para o fechamento das empresas: 522,7 mil (39,4%) apontaram como causa as restrições impostas pela pandemia. Ou seja, uma em cada dez encerraram as atividades - seja temporaria ou definitivamente - por causa da disseminação do coronavírus.

 

"Esse impacto no encerramento de companhias foi disseminado em todos os setores da economia, chegando a 40,9% entre as empresas do comércio, 39,4% dos serviços, 37,0% da construção e 35,1% da indústria", destacou o IBGE.

 

Entre 2,7 milhões de empresas em atividade na primeira quinzena de junho, 70% reportaram que a pandemia teve um impacto geral negativo sobre o negócio. Outros 16,2% declararam que o efeito foi pequeno ou inexistente.

 

Em contrapartida, 13,6% afirmaram que a pandemia trouxe oportunidades e que teve um efeito positivo sobre a empresa.

 

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