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Queda da Selic favorece investimento em imóveis

access_time 09 de Outubro de 2019 • 13:57

Com as finanças pessoais em destaque e investidores buscando sempre as melhores oportunidades de investimento, a nova queda da taxa Selic de 6% para 5,5% ao ano reforça um momento favorável para que as taxas de administração e de juros do crédito imobiliário sejam reduzidas. Para aquisição de imóveis, caiu de 12% a.a + IPCA no ano passado para 8,99% a.a. + IPCA agora.

No crédito com garantia de imóvel, a taxa foi reduzida de 1,24% para 0,99% ao mês + IPCA. "Essa queda da taxa básica de juros reflete a expectativa de melhorias na economia. Se essas perspectivas continuarem e a Selic seguir em queda, o mercado terá melhores condições para reduzir as taxas ao cliente final", diz Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby's International Realty.

As quedas sucessivas da Selic nos últimos meses são um reflexo da estabilidade da inflação e dos incentivos para o reaquecimento da economia. Quando essa taxa cai, a população passa a ter maior facilidade em adquirir crédito e através disso aquecer a economia por meio do consumo.

A queda não reflete nos juros de forma instantânea, mas, no último corte, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Itaú anunciaram redução das suas taxas para diversas linhas de crédito, fazendo a concorrência também baixar.

Segundo Romero, em relação ao crédito imobiliário funciona um pouco diferente, mas a tendência é que a Caixa seja pressionada por mais essa queda e, consequentemente, os demais bancos também acabam diminuindo, como aconteceu recentemente. "As reações da Caixa Econômica Federal são um importante termômetro para economia brasileira, já que pressiona toda a cadeia a seguir o mesmo caminho, sobretudo quando falamos em crédito imobiliário. Quando ela reduz ou apresenta novas linhas, até mesmo as fintechs e fundos com interesse no setor entram na competição", analisa o especialista.

As construtoras e incorporadoras também se mexem com esse cenário. Quando voltam a captar recursos indicam que há crescimento na demanda com as novas taxas de juros, que reduzem o financiamento. "O último trimestre é sempre importante para o setor. Muitas pessoas desejam começar o novo ano de casa nova e essa demanda sempre aquece e favorece o aumento dos lançamentos por parte das empresas", completa Romero.

As ações do setor imobiliário já antecipam o ciclo de crescimento das companhias e vale destacar que o IMOB (Índice Imobiliário) da bolsa brasileira acumula ganhos de 27,51% no ano, contra uma alta de 17,97% do Índice Bovespa.




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